Aconteceu numa terra distante...
A família ficara ao fundo de uma linha de comboio; os amigos antigos tinham partido e os novos ainda não tinham chegado; aquela que fora uma luz para o meu coração, extinguira-se...para sempre. E eu estava num silencio, feito de ausências e de cenários obsoletos.
Saí para o meio das pessoas.
Encontrei uma cidade cinzenta, cruzei-me com vultos assombrados, e no meu deambular, caminhando à deriva, achei-me numa paragem de autocarro...
Será que me perdera; que me enganara no meu caminho? Ou seria por este meio que o haveria de encontrar?
Dei comigo numa Paragem de Autocarro, a olhar para a placa, junto a algumas pessoas, cujos traços do rosto faziam lembrar as linhas dum outono cristalizado.
Uma placa cheia de números de linhas e de destinos, que também era uma tabela de probabilidades, tornara-se o centro da minha atenção. Conforme o autocarro em que entrasse, assim seria a minha vida futura. Cada autocarro: um Destino. Tomei consciência disto! Há uma decisão...de consequências irreversíveis, mesmo para um passeio de Domingo à tarde.
Não me recordo se tomei algum autocarro. Teria voltado para trás? Para trás? E se tomara, o que acontecera? E se seguira numa das outras linhas?
Gosto de recordar a simplicidade em que clarifiquei a consciência disto.
* Este Blog: um mural de reflexão * Em que me vou conhecendo melhor, e partilhando este processo.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Molho
Uma receita de um delicioso molho de mesa:
Ingredientes:
Azeite
Sal grosso (não refinado)
Alho
Malagueta verde
Modus faciendi:
(As proporções são a gosto)
Numa taça de vidro ou porcelana, verte-se algum azeite, e junta-se-lhe sal grosso.
Fatiar malaguetas verdes em pequenos discos, e deitar para a taça.
Fatiar dentes de alho descascados e deitar para a taça.
Depois...
Barra-se sobre peixe, carne...
Ou sobre uma tosta...
Há quem diga, com um brilho no olhar e um sorriso muito grande, que eu, quando quero, faço coisas que sabem muito bem!
Princesa, estás-me a ler? :)
Ingredientes:
Azeite
Sal grosso (não refinado)
Alho
Malagueta verde
Modus faciendi:
(As proporções são a gosto)
Numa taça de vidro ou porcelana, verte-se algum azeite, e junta-se-lhe sal grosso.
Fatiar malaguetas verdes em pequenos discos, e deitar para a taça.
Fatiar dentes de alho descascados e deitar para a taça.
Depois...
Barra-se sobre peixe, carne...
Ou sobre uma tosta...
Há quem diga, com um brilho no olhar e um sorriso muito grande, que eu, quando quero, faço coisas que sabem muito bem!
Princesa, estás-me a ler? :)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
A 30 Graus da Primavera
Passeava-me eu desinteressadamente, a esta distancia angular,
quando senti um relâmpago duma beleza imensa:
É que as Camélias recordam-me a intimidade feminina...
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Que será feito delas?
Às vezes penso nisto: terão alguém que as abrace, pelo menos como eu as abraçava? Alguém que as beije, pelo menos como eu as beijava? Será que?...
O sentir a falta da outra pessoa...não a encontrar nos sítios onde nós íamos...Mas tudo nos fala dela: a imagem que explode no nosso pensamento a cada episódio recordado, as pedras onde nos sentámos, até a voz dos Cisnes parece contar a nossa história.
Ela não está, mas se estivesse, seria que o nosso olhar se cruzaria? Seria como dantes?
As cicatrizes são como lâminas de aço frio, que tudo apagam, tudo extinguem.
O sentir a falta da outra pessoa...não a encontrar nos sítios onde nós íamos...Mas tudo nos fala dela: a imagem que explode no nosso pensamento a cada episódio recordado, as pedras onde nos sentámos, até a voz dos Cisnes parece contar a nossa história.
Ela não está, mas se estivesse, seria que o nosso olhar se cruzaria? Seria como dantes?
As cicatrizes são como lâminas de aço frio, que tudo apagam, tudo extinguem.
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