segunda-feira, 25 de abril de 2011

Observações

-Cruzo-me com muita gente que parecem figuras tiradas do Cinema, de Romances, das capas dos Discos...e talvez da Banda Desenhada.
-Há muita gente a vender coisas que ninguém precisa.
-Há muita gente que conversa sobre coisas que não interessam a ninguém. Talvez nem a eles próprios.
-Há muita gente pelas ruas e pelas esquinas; que não faz nada; pasmada para pontos de fuga virtuais, e montras de lugares comuns e inutilidades; falando de coisas de que só eles sabem o significado...se sabem.
-Há muita gente a andar de carro...sem ir a parte alguma.
-Há Pombos que voam...em círculos.
-Há horas de Almoço, de repouso e suspensão, entre duas rotinas. Está-se como quem está; come-se como quem almoça; fala-se como quem conversa. É o Fim de Semana interrompido.
-Há os pregões imperceptíveis, que ferem o silencio feito de ruídos padrão, e a que quase ninguém dá atenção, nem demanda o oferecido.
-Felizmente há Gaivotas...e voam.
-Há crianças a brincar nos jardins. Bom sinal.
-Há dias ouvi o bater de asas dos pássaros.
-Hoje vi cintilações nas gotas de água, nas folhas das árvores. Agora compreendo melhor o desejo daquela Princesa que queria um colar feito com gotas de água.
Será que ela me está a ler?  :)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mestre Plátano

Uma das Árvores que mais me tem inspirado reflexão. Por ser de folha caduca, e estar relativamente bem sincronizada com o ciclo do Sol, ela marca os equinócios, e faz-me lembrar o que se passa connosco ao longo das quatro estações do ano, e também das nossas idades.
Nestes dias, já se podem ver os gomos apicais anunciando o rebentar da folha. Sinais!...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A 30 Graus da Primavera

Passeava-me eu desinteressadamente, a esta distancia angular,
quando senti um relâmpago duma beleza imensa:
É que as Camélias recordam-me a intimidade feminina...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Processo irreversível

Éramos tão indispensáveis! Éramos o centro de tantas coisas! Tantas pessoas dependiam de nós!...E afinal morre-se, e as coisas continuam, e as pessoas continuam, sem nós, e talvez até melhor...
Estamos num processo e em contagem decrescente para o fim.
Temos um precioso sinal: a degradação irreversível indica-os que estamos a caminhar para o fim.