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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Foi

Desde muito novo que me apercebi que as coisas que eu construía eram destruídas por forças fora do meu controle, e mesmo do meu conhecimento.

Ainda me recordo das "Fortalezas" feitas com areia, na praia. 

De repente lá aparecia uma onda, destruía e levava um bocado...e eu voltava a pegar em mais areia e reparava a falha.

Em breve as ondas eram mais fortes e levavam mais areia, chegando a galgar os muros mais altos.
Ao fim de pouco tempo a água passava por cima de tudo.
Um pouco mais, e no local onde estivera uma fortaleza de areia, estava areia lisa,
como se nada tivesse sido feito,
como se nada tivesse acontecido.

Isto já me voltou a acontecer muitas vezes.

(Já alguma vez viram a expressão duma criança que passa por isto?)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aproveitar as Férias

Acredito eu, e porque já vivi as férias de diferentes modos, que devem ser aproveitadas para pelo menos quatro coisas que me fazem sentir melhor:

- Um doce nada fazer. No inicio e no fim do período de férias.
- Limpezas e arrumações.
- Balanço à vida.
- Resolver todas aquelas burocracias pendentes.

Até agora deu excelentes resultados.

Be Happy!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

E se...

E se não há nada para fazer?
E se não há objectivos?
E se tudo o que se quer fazer, não passa de ilusões acreditadas, caminhos que se inventam?
E se afinal não havia nada a fazer, a cumprir, não houve nunca sucesso nem fracasso. Não há motivo para alegria ou tristeza sobre o passado. Tudo teve uma razão de ser. 
Lamentos? Inquietações? Ansiedades?

A cenoura à frente do burro, é inatingível! A Taça é de barro!
E a vassoura da expiração tudo varre...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Processo irreversível

Éramos tão indispensáveis! Éramos o centro de tantas coisas! Tantas pessoas dependiam de nós!...E afinal morre-se, e as coisas continuam, e as pessoas continuam, sem nós, e talvez até melhor...
Estamos num processo e em contagem decrescente para o fim.
Temos um precioso sinal: a degradação irreversível indica-os que estamos a caminhar para o fim.