Aprendera eu, ainda na minha infância, e pela mão do meu venerável avô, a visitar os animais que vivem nos lagos dos espaços ajardinados da cidade. Para além do recreio do passeio e da boa conversa, motivava-nos a partilha de alguns bocados de pão com toda aquela bicharada...
Aconteceu que o tempo passou, e o meu avô partiu deste mundo, mas deixou-me este rito, que também é recordativo dos bons momentos que passámos, e que perpassando no tempo, ainda reverbera nestes dias em que ainda vivo nesta terra.
Entretanto "iniciei" outras pessoas, que eram meus colegas, e que apesar da reconhecida infantilidade do gesto, que para eles não era um rito, nele acabaram por manifestar grande gozo. E em breve, eram eles a recordar que deveríamos guardar alguns bocados de pão do nosso almoço, para que na nossa passagem pelo lago, os déssemos à bicharada, que com o tempo parecia já nos reconhecer...
(Vocês haviam de se deliciar a apreciar o entusiasmo e a alegria de três indivíduos, já com alguma idade, a partir o pão e a atirar para os patos, cisnes, e outros!...)
Atenção às referências da infância!
São como tesouros que nos puxam para nós próprios...
* Este Blog: um mural de reflexão * Em que me vou conhecendo melhor, e partilhando este processo.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
jogar às escondidas
Para chegar a horas à escola ofereceram-me um relógio, que era de corda e com mostrador analógico. Pois bem, munido deste precioso instrumento já me podia apresentar a horas nas aulas, e descobri uma nova perspectiva do mundo: o tempo medido ao minuto, e esta medida facilmente acessível, e no meu pulso.
Já naquele tempo eu era adepto de honrar os meus compromissos, e de o fazer com pontualidade. Aconteceu que me apercebi que havia pessoas que adiantavam o relógio dez (10) minutos para não se atrasarem, para chegarem a tempo. E eu, na minha imaturidade e irreflexão, segui-lhes o exemplo: adiantei o meu relógio os tais dez minutos...
A certa altura apercebi-me que eu sabia que o relógio estava adiantado, e que para saber que horas eram, eu tinha que subtrair dez minutos à hora lida no mostrador...Então havia dois em mim...um sabia que o relógio estava adiantado, e o outro não sabia...
Claro que a partir daí passei a usar o relógio na hora certa, sem os tais dez minutos.
Será que se poderá chamar a isto: "jogar às escondidas consigo próprio"?...
Já naquele tempo eu era adepto de honrar os meus compromissos, e de o fazer com pontualidade. Aconteceu que me apercebi que havia pessoas que adiantavam o relógio dez (10) minutos para não se atrasarem, para chegarem a tempo. E eu, na minha imaturidade e irreflexão, segui-lhes o exemplo: adiantei o meu relógio os tais dez minutos...
A certa altura apercebi-me que eu sabia que o relógio estava adiantado, e que para saber que horas eram, eu tinha que subtrair dez minutos à hora lida no mostrador...Então havia dois em mim...um sabia que o relógio estava adiantado, e o outro não sabia...
Claro que a partir daí passei a usar o relógio na hora certa, sem os tais dez minutos.
Será que se poderá chamar a isto: "jogar às escondidas consigo próprio"?...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Semear para Colher
Cuidado com o que se oferece, e à intenção associada.
Porque...poderá voltar a nós.
Será que temos nisto um meio de probabilizar o nosso Futuro?
Porque...poderá voltar a nós.
Será que temos nisto um meio de probabilizar o nosso Futuro?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Um lindo bébé
Pois é...
voar juntos, catar-se...
e aparece um lindo bébé gaivota:
voar juntos, catar-se...
e aparece um lindo bébé gaivota:
...que tão misteriosamente apareceu, como desapareceu...
A última vez que o vi foi ao raiar da aurora do dia seguinte ao aparecimento, e estava entre as patas duma gaivota adulta, que presumo o tenha levado para outro local.
E deixou esta bela imagem, que talvez poucas pessoas tenham visto a menos de um metro, e que partilho convosco.
Quero em crer que foi um privilegio que me foi concedido pelos deuses, por eu gostar de Gaivotas.
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