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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Reflexo Condicionado

Configurações de telefone.
Dois exemplos muito prováveis:

Toques
Imaginemos que eu associaria o nome de uma pessoa querida a uma música.
Muito bem! Cada vez que essa pessoa me telefonasse,
o telefone tocaria com a música associada àquele número.
Mas também cada vez que eu ouvisse aquela música,
em casa, na Rádio, etc., eu recordaria aquela pessoa.

Imagens
Quantas vezes vemos a imagem que está em fundo? Muitas!...
De que modo nos influencia; nos forma?

Cuidado na configuração dum telefone,
porque ela condicionam-nos...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Foi

Desde muito novo que me apercebi que as coisas que eu construía eram destruídas por forças fora do meu controle, e mesmo do meu conhecimento.

Ainda me recordo das "Fortalezas" feitas com areia, na praia. 

De repente lá aparecia uma onda, destruía e levava um bocado...e eu voltava a pegar em mais areia e reparava a falha.

Em breve as ondas eram mais fortes e levavam mais areia, chegando a galgar os muros mais altos.
Ao fim de pouco tempo a água passava por cima de tudo.
Um pouco mais, e no local onde estivera uma fortaleza de areia, estava areia lisa,
como se nada tivesse sido feito,
como se nada tivesse acontecido.

Isto já me voltou a acontecer muitas vezes.

(Já alguma vez viram a expressão duma criança que passa por isto?)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sentado


estive sentado
a ver caírem folhas secas

surpreendi-me com a compreensão
tudo tem uma razão de ser
até mesmo o cair duma folha seca
 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Casa e as Férias

Tenho reparado que há uma relação entre o tipo de casa em que as pessoas vivem e a apetência acerca de Férias...

Há pessoas que estão quase sempre em viagens. Aproveitam todas as oportunidades para irem a algum local, seja no Verão, no Natal, na Páscoa, nos fins de semana prolongados, visitar alguém. Todos os pretextos servem para fugir de casa.

Eu escrevi fugir? É o que me parece, porque já fui convidado para casa de alguns, e as casas deles são um pouco sombrias, inóspitas mesmo. E quando voltam de Férias...que quantidade de recordações, de Diários de viagens, de Fotos, que depois também nos enviam por e-mail. E temos que ler ver e ouvir aquilo tudo, e de nos maravilharmos a cada narrativa...

Há pessoas que pouco ou nunca viajaram, nem fazem disso tema de conversa. Vivem em casas simples com decorações muito harmoniosas, todo um ambiente de conforto, de bem estar. Quando nos convidam, é para conviver um pouco. Talvez tomar um chá e conversar acerca de nós, da vida, e coisas assim. Está-se bem em casa deles e com eles. 

(Para me conhecerem ainda melhor digo-vos que dou preferência ao convívio com pessoas simples, com quem converso acerca de coisas que fazem parte de mim e do meu quotidiano.)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

De Geração em Geração

Este fim de semana, dei um passeio para arejar um pouco.

No meu deambular, passei junto a uma senhora que estava com uma criança, à beira de um lago, onde havia diversas aves aquáticas. A senhora pegava em algo de um saco e dava para a mão da criança, que depois dava às aves do lago.

E eu recordei a minha aprendizagem deste processo. E interroguei-me:

Que rito será este, que passa de Geração em Geração? O que é de facto transmitido?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dois Feijões - Dois Destinos

Pois é...aproxima-se um novo ciclo anual pleno de oportunidades de crescimento.

E pensando eu sobre isto, ocorreu-me uma brincadeira do tempo das minhas primeiras idades. 
É que lá na minha escola quando um aparecia com uma novidade, os outros iam todos atrás, havia que aprender a fazer aquilo... Desde fazer criação de animais até esta experiência, que nos ensina muito.
Eu sei que é muito conhecida, quero apenas registar a minha recordação.

Arranjam-se dois pequenos vasos, e coloca-se-lhes terra.
Pega-se em dois feijões, e a um chama-se "bonito", ao outro chama-se "feio". Semeia-se cada um no seu vaso.
Vai-se regando, e à medida que os feijões vão crescendo, fala-se para eles, separadamente.
Ao feijão "bonito": vai-se-lhe dizendo que é bonito; que está a crescer bem; que é agradável estar na presença dele; etc.. Tudo coisas positivas, construtivas.
Ao feijão "feio": vai-se-lhe dizendo que é feio; que está a crescer mal; que é desagradável estar na presença dele; etc.. Tudo coisas negativas, destrutivas.

O resultado...só visto!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aproveitar as Férias

Acredito eu, e porque já vivi as férias de diferentes modos, que devem ser aproveitadas para pelo menos quatro coisas que me fazem sentir melhor:

- Um doce nada fazer. No inicio e no fim do período de férias.
- Limpezas e arrumações.
- Balanço à vida.
- Resolver todas aquelas burocracias pendentes.

Até agora deu excelentes resultados.

Be Happy!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

jogar às escondidas

Para chegar a horas à escola ofereceram-me um relógio, que era de corda e com mostrador analógico. Pois bem, munido deste precioso instrumento já me podia apresentar a horas nas aulas, e descobri uma nova perspectiva do mundo: o tempo medido ao minuto, e esta medida facilmente acessível, e no meu pulso.
Já naquele tempo eu era adepto de honrar os meus compromissos, e de o fazer com pontualidade. Aconteceu que me apercebi que havia pessoas que adiantavam o relógio dez (10) minutos para não se atrasarem, para chegarem a tempo. E eu, na minha imaturidade e irreflexão, segui-lhes o exemplo: adiantei o meu relógio os tais dez minutos...
A certa altura apercebi-me que eu sabia que o relógio estava adiantado, e que para saber que horas eram, eu tinha que subtrair dez minutos à hora lida no mostrador...Então havia dois em mim...um sabia que o relógio estava adiantado, e o outro não sabia...
Claro que a partir daí passei a usar o relógio na hora certa, sem os tais dez minutos.
Será que se poderá chamar a isto: "jogar às escondidas consigo próprio"?...