E que sentimos quando surge uma terceira pessoa, que rompe esta cumplicidade silenciosa? A fronteira dum abismo de desespero?
Quando ela surge...agora sim, está-se sozinho.
Uma cicatriz dilacerada, uma ferida aberta, uma dor de fundo, que ensombra a nossa vida. Supura um pus que envenena subtilmente os nossos melhores momentos, as nossas melhores relações...
* Este Blog: um mural de reflexão * Em que me vou conhecendo melhor, e partilhando este processo.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Pelo canto do olho...
E porque conhecemos as mesmas pessoas, e porque frequentamos os mesmos locais: fatalmente nos reencontramos. E o esforço que nós fazemos para não cruzar o olhar; para não falar um com o outro; para não ficarmos a sós.
Nesta cumplicidade silenciosa, existe o conforto da presença do outro, e especialmente sabermos que não tem alguém. Será que ainda crepita uma secreta esperança nas cinzas que ficaram?
Pelo canto do olho...olhamo-nos através dos espinhos.
Nesta cumplicidade silenciosa, existe o conforto da presença do outro, e especialmente sabermos que não tem alguém. Será que ainda crepita uma secreta esperança nas cinzas que ficaram?
Pelo canto do olho...olhamo-nos através dos espinhos.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Reconciliação
Quando se quebra o encanto, a reconciliação é forçar, é querer o que já não pode existir.
Será que insistíramos numa ilusão acreditada? Existirão reconciliações? Ou apenas pactos de interesse mútuo?
Conversa-se, mas não há entusiasmo, o olhar já não brilha, os lábios não sorriem.
Sente-se nas mãos, a frieza; na expressão, a amargura; no olhar, a tristeza. Tudo acabou...
Não é fácil desenhar uma máscara que disfarce o nosso ressentimento, e a memória do nosso sofrimento.
Tal como um vinho inebriante que se transformou em vinagre, o beijo azedou...
As mãos mordidas têm dificuldade em voltar a acariciar...
Será que insistíramos numa ilusão acreditada? Existirão reconciliações? Ou apenas pactos de interesse mútuo?
Conversa-se, mas não há entusiasmo, o olhar já não brilha, os lábios não sorriem.
Sente-se nas mãos, a frieza; na expressão, a amargura; no olhar, a tristeza. Tudo acabou...
Não é fácil desenhar uma máscara que disfarce o nosso ressentimento, e a memória do nosso sofrimento.
Tal como um vinho inebriante que se transformou em vinagre, o beijo azedou...
As mãos mordidas têm dificuldade em voltar a acariciar...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Encanto Quebrado
Já nada é a mesma coisa... Até os locais do nosso encontro parecem descoloridos.
Olhamos para a outra pessoa...Que desencanto!
Vermos o Diário que é nosso, rasgado em bocados, como a nossa história de amor, como se fosse um fantasma incómodo, um delito, que nos esforçamos por esquecer, por destruir, por nos livrarmos dele.
Evitar-mo-nos encontrar. Começarmos a adiar os reencontros, inventando todas aquelas desculpas que sabemos tacitamente fazerem parte desse distanciamento desejado, mas nem sempre assumido.
E depois, quando nos cruzamos, ignorar-mo-nos como estranhos. E se formos apresentados fazermos de conta que não nos conhecemos, evitando olhar nos olhos ou tocar nos dedos. Um formal "-Prazer em conhecer".
Estranhos...
Olhamos para a outra pessoa...Que desencanto!
Vermos o Diário que é nosso, rasgado em bocados, como a nossa história de amor, como se fosse um fantasma incómodo, um delito, que nos esforçamos por esquecer, por destruir, por nos livrarmos dele.
Evitar-mo-nos encontrar. Começarmos a adiar os reencontros, inventando todas aquelas desculpas que sabemos tacitamente fazerem parte desse distanciamento desejado, mas nem sempre assumido.
E depois, quando nos cruzamos, ignorar-mo-nos como estranhos. E se formos apresentados fazermos de conta que não nos conhecemos, evitando olhar nos olhos ou tocar nos dedos. Um formal "-Prazer em conhecer".
Estranhos...
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