Devido à minha idade avançada, e a alguma dificuldade em andar, costumam aconselhar-me a caminhar um pouco. Um dia, dando expressão a este bom conselho, fui fazer umas compras para preparar uma Delikatessen. No passeio parei para me sentar num providencial banco, e descansar um pouco.
Apareceu-me um cão, não percebi de onde, que me olhava com atenção e simpatia. Ao reparar bem nele, ocorreu-me partilhar um dos tesouros que eu trazia no meu saco de compras, e que era um delicioso *Fiambre Fumado*.
Peguei numa fatia, e enrolei-a para ser mais fácil ao cão poder comê-la, e dei-lha à boca.
O cão aproximou-se, farejou, e recuou em linha, com uma expressão de repúdio...
Fiquei a pensar que o instinto dum animal é muito superior ao meu discernimento alimentar...
* Este Blog: um mural de reflexão * Em que me vou conhecendo melhor, e partilhando este processo.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Muito bonita, mas...
Neste meu caminhar à deriva. passei por uma flor caída.
Não resisti a tanta beleza, e apanhei-a para a ver melhor, para a sentir na mão.
A forma e os tons cyano nas pétalas, em gradação, maravilharam-me
...de repente, de entre as pétalas sai uma vespa, que quase batia contra mim.
Seria que a vespa morava na flor?
Ou teria entrado para fazer o seu veneno,
exactamente do mesmo néctar que uma abelha faria mel?
Deixei a interrogação no local, e cuidei da flor.
Já me pareceu que há pessoas assim:
muito bonitas,
e de repente sai uma coisa venenosa de dentro delas...
Não resisti a tanta beleza, e apanhei-a para a ver melhor, para a sentir na mão.
A forma e os tons cyano nas pétalas, em gradação, maravilharam-me
...de repente, de entre as pétalas sai uma vespa, que quase batia contra mim.
Seria que a vespa morava na flor?
Ou teria entrado para fazer o seu veneno,
exactamente do mesmo néctar que uma abelha faria mel?
Deixei a interrogação no local, e cuidei da flor.
Já me pareceu que há pessoas assim:
muito bonitas,
e de repente sai uma coisa venenosa de dentro delas...
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Desilusão
Ainda me recordo de ver nas Feiras, uma casa pré-fabricada em cuja fachada se podia ler: Comboio Fantasma. Era para as crianças se divertirem.
Andava-se sentados dentro dumas carruagens, e iam aparecendo coisas: esqueletos, teias de aranha, etc..
Um dia, andava a passear pelo lugar da feira e...espreitei por uma porta que estava aberta, e vi o interior, e o tal comboio e os artefactos que apareciam.
Tudo uma ilusão.
As desilusões podem ter custos, mas tornam-me mais consciente.
Às vezes a minha vida parece um daqueles comboios, assim cheia de aparições, e afinal vista duma porta aberta que mostra o interior, não era nada.
...ilusões
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Foi
Desde muito novo que me apercebi que as coisas que eu construía eram destruídas por forças fora do meu controle, e mesmo do meu conhecimento.
Ainda me recordo das "Fortalezas" feitas com areia, na praia.
De repente lá aparecia uma onda, destruía e levava um bocado...e eu voltava a pegar em mais areia e reparava a falha.
Em breve as ondas eram mais fortes e levavam mais areia, chegando a galgar os muros mais altos.
Ao fim de pouco tempo a água passava por cima de tudo.
Um pouco mais, e no local onde estivera uma fortaleza de areia, estava areia lisa,
como se nada tivesse sido feito,
como se nada tivesse acontecido.
Isto já me voltou a acontecer muitas vezes.
(Já alguma vez viram a expressão duma criança que passa por isto?)
Etiquetas:
Férias,
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Observações
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A última ilusão
As ilusões acreditadas ajudam a viver o quotidiano e a andar em frente...é verdade!
Ao longo da vida vai-se tendo ilusões, e essas ilusões vão sendo desfeitas. E o desfazer da última ilusão é o mais perigoso de todos, porque a partir daí poderá ser...o vazio. É como quando um cenário se rasga e apercebe-mo-nos de que estamos num deserto.
A última ilusão é talvez aquela a que instintivamente nos agarramos com mais força, como que pressentindo a perda de referencias, como se fosse a última ancora.
Ao longo da vida vai-se tendo ilusões, e essas ilusões vão sendo desfeitas. E o desfazer da última ilusão é o mais perigoso de todos, porque a partir daí poderá ser...o vazio. É como quando um cenário se rasga e apercebe-mo-nos de que estamos num deserto.
A última ilusão é talvez aquela a que instintivamente nos agarramos com mais força, como que pressentindo a perda de referencias, como se fosse a última ancora.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
E se...
E se não há nada para fazer?
E se não há objectivos?
E se tudo o que se quer fazer, não passa de ilusões acreditadas, caminhos que se inventam?
E se afinal não havia nada a fazer, a cumprir, não houve nunca sucesso nem fracasso. Não há motivo para alegria ou tristeza sobre o passado. Tudo teve uma razão de ser.
Lamentos? Inquietações? Ansiedades?
A cenoura à frente do burro, é inatingível! A Taça é de barro!
E a vassoura da expiração tudo varre...
E se não há objectivos?
E se tudo o que se quer fazer, não passa de ilusões acreditadas, caminhos que se inventam?
E se afinal não havia nada a fazer, a cumprir, não houve nunca sucesso nem fracasso. Não há motivo para alegria ou tristeza sobre o passado. Tudo teve uma razão de ser.
Lamentos? Inquietações? Ansiedades?
A cenoura à frente do burro, é inatingível! A Taça é de barro!
E a vassoura da expiração tudo varre...
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